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Benefícios dos esportes eletrônicos: quais são?

É muito comum vermos a questão digital e tecnológica relacionadas a sinônimos negativos, futuros distópicos, falta de conexão humana, vícios. Mas a realidade, ainda bem, é um tanto menos assustadora do que isso e traz, inclusive, benefícios para as pessoas. E hoje vamos falar sobre isso no campo dos esportes eletrônicos.

Mentais e cognitivos

Os esportes e jogos eletrônicos, em excesso, podem sim causar problemas psicológicos e sociais em quem pratica por horas e horas sem parar. Mas os jogos também trazem benefícios mentais, como: 

Estimular a concentração – através da necessidade de pensar em estratégias e foco para atingir o objetivo, o jogador desenvolve também uma alta capacidade de concentração, de forma a conseguir manter a atenção no objetivo, mesmo estimulado por sons e imagens

Reduzir o estresse – sentar em uma cadeira e se concentrar em uma tela pode não parecer a forma mais ideal de reduzir o estresse, mas a sensação de bem-estar traz benefícios residuais para redução do estresse, como a sensação de prazer e satisfação pessoal. Lembrando que é importante tomar cuidado porque a alta exposição às telas – seja em redes sociais, televisão ou jogos, tem alto potencial de aumentar o estresse.

Auxiliar na tomada de decisão – frequentemente os jogos são associados a missões para serem cumpridas. Essa objetividade e obstáculos apresentados, conferem ao jogador não só a oportunidade como a obrigatoriedade de tomar decisões, fazer “sacrifícios” e buscar os menores riscos a serem tomados. 

Sociais

Você já deve ter visto filhos, sobrinhos, vizinhos gravando video de dança saída de um jogo, ou passando um tempo com os amigos on-line, jogando. As novas gerações, principalmente os mais jovens, têm incluído os jogos eletrônicos em suas rotinas e interações sociais com os amigos e essa prática traz alguns benefícios como:

Trabalho em equipe – já que vários jogos podem ser jogados em duplas ou entre mais jogadores, reforçando assim uma dimensão importante que acontece também nos esportes presenciais, criando um espírito colaborativo entre os jogadores.

 

Competição – o espírito competitivo auxilia na busca por superação de desafios, aprimoramento de estratégias e sensação de satisfação pessoal. O espírito competitivo também confere ao jogador um parâmetro de suas próprias capacidades, de forma que possam ser aperfeiçoadas para futuras missões.

Educacionais

Jogos nas escolas – Principalmente após a pandemia da Covid-19, os jogos passaram a ser usados como estratégia para adquirir a atenção dos alunos e transformar o momento de aprendizado em uma situação divertida, interativa e ainda mais atrativa para os alunos.

Oportunidades profissionais – Hoje, os esportes eletrônicos não são mais um hobbie e movimentam bilhões de dolares no mundo anualmente, superando inclusive, indústrias como a do cinema e da música. Dentro da indústria, jogadores, programadores, designers, editores são apenas algumas profissões que têm crescido ano a ano nas oportunidades de emprego na área.

 

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Não é exagero dizer que os Esportes Eletrônicos chegaram para ficar e que os benefícios são variados, principalmente nas novas gerações que já nascem conectadas e inseridas nesse contexto. Mas é sempre importante lembrar que todo benefícios apresentado não supera os resultados alcançados física e mentalmente pelas atividades físicas e pelas relações interpessoais.

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Jô Freitas – Poesia é movimento

Aqui na IMELC procuramos histórias inspiradoras de como a arte, esporte e cultura, transformam vidas, dão espaço para o diálogo, fomentam pensamento crítico e beleza na sociedade. E hoje, vamos falar de um tipo de arte que faz parte da nossa vida todos os dias: a arte das palavras.

Identidade

A Jô Freitas é atriz, poeta, Cenopoeta, integrante do Sarau das Pretas e idealizadora do Sarau Pretas Peri, apresentadora, professora, nordestina, mulher negra e muitas outras coisas. Logo no começo da conversa, quando perguntada sobre suas identidades no campo das artes e da profissão, Jô comenta que ser artista não era algo que estava dado na sua vida: “eu venho de uma família em que as mulheres são todas empregadas domésticas […] e quando eu me vejo nesse lugar de querer ser artista, parecia que não estava nessa linhagem”, diz Jô. “Todos os dias eu tenho que buscar minha identidade em palavras”, completa.

Sua jornada pela busca de identidade alcançou as artes, em 2003, quando o teatro entrou na sua vida. Apesar de não ter nascido em família de artistas, sua inclinação para as artes começou a se mostrar já muito jovem através da sua necessidade de ter uma voz: “eu era uma menina muito anulada, muito tímida, sem muitos amigos”. Acompanhada das irmãs – que deixaram a prática mais tarde – Jô encontrou nas aulas de teatro uma ferramenta para sua livre expressão. E querer se dedicar às artes não era fácil. A pequena Jô  esperava de domingo a domingo pelas aulas, e insistir demandou muita força de vontade. O transporte e as roupas para ir nem sempre eram recursos à disposição, e para manter sua paixão pelo teatro, Jô vendeu coxinha e trabalhou em lojas de móveis: “tudo isso era para que eu tivesse dinheiro [para fazer as aulas]… nessa época, eu não queria ser artista exatamente, eu queria existir”, completa.

E quando trabalhar com artes passou a ser um desejo, a história de sucesso como multiplicadora da literatura nasceu. Ela, que já tinha estudado teatro até então, em 2009 descobriu um Sarau em Suzano, no qual artistas compartilhavam textos com experiências que eram muito próximas ao coração de Jô: “eu comecei a ver vários poetas dizendo coisas sobre sua identidade e resistência, coisas que eu escrevia nos meus cadernos”. 

Cenopoesia

Pouco depois, em 2010, a jovem poeta conheceu o trabalho de Ray Lima e Junio Santos, dois precursores de um outro cenário que mistura o teatro, a literatura e a música: a Cenopoesia. E ali um amor por esse formato nasceu. Ali, poesia era movimento e vida, não uma arte intelectualizada: “a poesia não precisa ser uma coisa chata, que necessita de postura chique pra ler, ela pode se dispor do corpo, pode fazer poesia em movimento” –  diz – “eu acho que era isso que eu buscava, porque antes quando se fala de poeta, a gente pensa em escritores dentro de um escritório, em seus momentos para escrever, mas os escritores periféricos são aqueles escritores de tanque, que vivem, que pegam trem… isso é movimento”, completa a artista.

Com a Cenopoesia, Jô passou a ser reconhecida no nicho e a aplicar oficinas da prática, inclusive para crianças e jovens de escolas públicas. Promover a oralidade e a necessidade de fazer a poesia com a participação fundamental do corpo, Jô explica, é mais do que uma atuação: “a manifestação dos atos artísticos potencializam a ancestralidade e identidade do ser, então a Cenopoesia potencializa o indivíduo social e, ali, ele não é só um ator. A Cenopoesia aproxima a arte do artista”.

O movimento da vida na arte se mostra também nas plataformas por onde a poesia se faz. Em seus trabalhos, a artista também começou a explorar plataformas como vídeo e até realidade aumentada.

Sarau Pretas Peri e Sarau das Pretas

Jô Freitas ficou conhecida nos últimos anos, entre outras coisas, por dois projetos cruciais que trazem a vivência de mulheres negras para a folha de papel. E tudo isso começou pequeno. 

Em 2014, Jô percebeu uma necessidade latente de arte acessível na sua região, no Itaim Paulista, e ali vê a oportunidade de ser uma agente de implementação de arte na região. No primeiro momento, com medo de o Sarau ser algo que as pessoas não se identificassem, Jô teve a ideia de promover o teatro, e assim, companhias e grupos passaram a se apresentar em um terreno baldio, no bairro Camargo Velho. E Jô conta que a própria comunidade fazia o espaço de convivência: “as pessoas levavam cadeiras, tapetes e papelão, além de limpar o terreno para assistir os espetáculos”, relembra. Depois de um ano e meio,e muito esforço para mostrar a relevância do projeto e necessidades do local, o espaço foi revitalizado e virou uma praça. Nessa inauguração, foi quando o Sarau Pretas Peri se apropriou do modelo que é hoje: Jô, Juliana Juliana Jesus e Tayla Fernandes – que já se conheciam – fizeram o seu primeiro sarau. E o Pretas Peri decolou.

E assim, os braços da menina-polvo alcançaram outros lugares. Jô foi convidada pela Débora Garcia, poeta, para participar do Sarau das Pretas – um sarau itinerante, nascido em 2016, que reúne poetas de vários cantos da cidade. O grupo cresceu e recentemente, em meio à pandemia, o grupo lançou uma antologia com obras de 30 poetas e escritores. “falar e fazer um livro físico é estar junto dos outros livros e fazer parte da história da literatura.”, reflete Jô Freitas.

Em 2019, junto com o Sarau das Pretas, Jô e outras participantes foram convidadas a ir para Moçambique participar de um festival de poesia, e como para todos os artistas, a experiência contou com uma grande mobilização: “foi uma experiência sem igual, que mudou a minha escrita e visão de mundo”, finaliza.

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A história da Jô, é uma dessas histórias que nos faz acreditar que a arte é realmente um veículo de discussão social e mobilização social, elaboração de identidade e, até mesmo, de uma ocupação profissional – mais do que um ofício da paixão, um ofício que posiciona o indivíduo como um ser social, influenciador e influenciado do seu entorno, pequenos universos em expansão no meio da sociedade. E que universos.

 

imagens:

Jô Freitas

QuitoProduções

Bruno Leal

Antônio Henrique

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A importância do lazer na vida da sociedade

Aqui na IMELC falamos bastante sobre os aspectos transformadores da cultura e do esporte. Mas tem uma outra ferramenta transformadora nos nossos projetos que tem um papel fundamental na vida da sociedade: o lazer. E pensando nisso, conversamos com uma pessoa que foi suuuuper especial e participativa no Rua da Gente 2019: o tio Meleca!

O tio Meleca é, na verdade, Augusto Naliato. Sua história com a promoção da recreação, lazer e da brincadeira começou dentro da própria família, com os irmãos que já trabalhavam com a arte do brincar: “eles me falavam sobre as pessoas e os lugares que eles conheciam, e isso foi me animando para seguir o mesmo caminho”, conta. Aos 14 anos, o que era só admiração pelo trabalho dos irmãos se tornou uma oportunidade real de se juntar ao trabalho para promover a sua primeira festa e começar a missão de levar alegria e a experiência de brincar para as pessoas. Desde então já são 14 anos de carreira.

E quem pensa que brincar é uma arte que só precisa de dom e força de vontade para acontecer, se engana: “durante esses anos eu já fiz vários cursos de montagem de brincadeiras, contação de histórias, especializações para faixas etárias”, diz o recreador. Mas além disso, um dos sonhos para se profissionalizar ainda mais, é o curso de Educação Física – “mas voltado para a área de recreação mesmo”, completa.

E existe mais do que a parte de brincar na atuação da recreação. Tio Meleca conta que a montagem dos eventos e da produção para que eles aconteçam, também necessita de apoio da recreação com som, montagem e outras necessidades que fazem o trabalho ir além da farra com a criançada: “eu gosto muito dessa parte de fazer as coisas para que o evento aconteça, além de também pegar a criançada para brincar e fazer a festa ser sensacional”, explica o recreador.

Como falamos no começo do texto, o tio Meleca fez parte do Rua da Gente 2019, um projeto que levou atividades esportivas, de lazer, e culturais para os quatro cantos da cidade durante quatro meses de projeto. E, apesar de trabalhar há muitos anos com a área da brincadeira, ela conta que a experiência com o público era diferente: “levar a recreação para todos, sem distinção, com o Rua da Gente, foi muito legal porque a resposta do público era sensacional. Por, muitas vezes, não ter atividades assim sempre, as pessoas queriam aproveitar o máximo possível”, relembra.

Em tempos de digitalização e do apego das crianças com conteúdos on-line, é cada vez mais importante a atuação em prol de trazer de volta o prazer de brincar para fora das telas, trazendo interação social e, até mesmo, atividade física. Augusto também explica que, no caso de crianças sem oportunidade de acesso aos meios digitais, promover a brincadeira não deixa de ter sua importância: “[as crianças que não estão inseridas na cultura digital], muitas vezes, não tem a chance de fazer outras atividades fora de casa… então é essencial levar cultura e expressão para elas”.

Nesse momento de pandemia, os benefícios do contato presencial afetou o trabalho e, como todas as atividades presenciais, foi necessário passar as atividades para o ambiente on-line, e a reestruturação das atividades, no começo, não foi fácil, principalmente quando se trata das atividades que necessitam de espaço e interação física. Mas com um pouquinho de adaptação no ambiente on-line, deu certo: “hoje fazemos atividades de caça objetos, qual é a música, stop, danças”, conta. “Os pais estão adorando porque assim os filhos conseguem interagir com os amigos”, finaliza.

 

Prefeitura de SP lança programa para ocupar ruas com atividades esportivas

Prefeitura de SP lança programa para ocupar ruas com atividades esportivas

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A Prefeitura de São Paulo lançou nesta segunda-feira, 9, o programa Rua da Gente. De acordo com o prefeito Bruno Covas (PSDB), o objetivo é estimular a ocupação de espaços públicos com atividades esportivas e culturais. A ação faz parte do Plano de Metas 2019-2020. Serão realizadas 320 edições, sendo 100 neste ano e 220 no ano que vem, sempre aos sábado, domingos e feriado.
 
Covas explica que a iniciativa é uma ampliação do programa Ruas Abertas, que existe desde a gestão Fernando Haddad (PT). ”Estamos fazendo uma evolução no que era o programa da gestão anterior, Ruas Abertas, em que a Prefeitura garantia o fechamento de alguns espaços da cidade. Hoje são 16 ruas, e tem  inclusive – demanda para que algumas dessas 16 deixem ser Ruas Abertas. A Prefeitura apenas fecha esses espaços e a população é que deve levar a atividade. O programa Rua da Gente é móvel. Eventualmente, pode ocorrer em uma das vias que faz parte do programa Ruas Abertas”, disse Covas.
 
A primeira edição do Rua da Gente será no próximo fim de semana na Vila Maria, Perus e Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, e na Cidade Ademar, na zona sul da capital. A primeira fase, que será de 14 de setembro a 29 de dezembro, terá investimento de R$ 2,5 milhões, com expectativa de atender 125 mil pessoas.
 
”Estamos testando o programa. Já tivemos 40 edições e teremos mais 60 até o fim do ano, completando 100 edições em 2019. Praticamente, quatro por fim de semana em todos os cantos da cidade de São Paulo, principalmente nas regiões periféricas que têm menos oportunidade. Temos reservado R$ 16 milhões para todo o projeto para poder contratar atividades, levar monitores e ter equipamentos de lazer”, destacou.
 
Inicialmente, o custo será apenas da Prefeitura, mas o prefeito não descarta a participação de empresas.”A ideia é começar a divulgar o programa e, claro, quanto mais a gente conseguir patrocínio é melhor, seja para ampliar o programa ou deixar de usar recurso público”, disse Covas.
 
Quatro polos foram criados para oferecer diversas atividades e para alcançar diversos públicos e faixas etárias: Esportivo, Lazer, Corporais e Práticas Integrativas. ”Diferentemente de outros programas, o Rua da Gente poderá realizar suas atividades nos mais variados espaços abertos da cidade, como ruas, praças, parques, clubes municipais. O polo Esportivo contempla várias atividades como atletismo, lutas, que têm grande demanda entre jovens, principalmente da periferia”, disse o secretário de Esportes e Lazer, Carlos Bezerra Júnior. ”O polo Práticas Corporais contempla street dance, crossfit e alongamentos. De Lazer, reúne jogos, brincadeiras tradicionais e oficinas de recreação e o polo de Práticas Integrativas trata de atividades terapêuticas e de dança.”
 
Sobre o fim do programa de ciclofaixas de lazer aos domingos, Covas disse que a Prefeitura já fez chamamento para buscar novas empresas. A Bradesco Seguros, que patrocinava a operação, encerrou o contrato com o Município. Em nota, a Bradescos Seguros afirmou que ”entende que seu ciclo como patrocinador da CicloFaixa de Lazer de São Paulo está completo”.
 
”Estamos em fase de propostas. Não havendo interessados, nós já temos recursos, para se for o caso, a Prefeitura tocar com uma contração emergencial. Algumas já apresentaram propostas”, acrescentou o prefeito.