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IMELC na quarentena – ajudando a promover arte on-line

A gente tem falado bastante sobre experiências inspiradoras que estão abalando (para o bem) iniciativas de esporte e cultura, principalmente nesse momento de quarentena. E aí pensamos: mas e a nossa experiência de impactar socialmente as pessoas nessa realidade? Pois é! Então vamos te contar nossa parte nisso tudo!

A IMELC – Instituto Movimento ao Esporte Lazer e Cultura, tem dez anos de atuação em promover o acesso da população às atividades esportivas e culturais, porque a gente acredita que essas atividades não são meros passatempos, mas são peças-chave para um aprendizado eficaz, pensamento cidadão crítico e satisfação pessoal, além de serem potencializadores de talentos. E tudo isso gera impacto na vida em sociedade.

Mas como continuar gerando esses impactos separado das pessoas? A resposta é simples: boa vontade, atuação em conjunto e tecnologia.

A entidade faz a gestão do programa Arte e Cultura Barueri, com mais de 6 mil alunos, promovendo em conjunto com a Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri, mais de 30 modalidades divididas entre dança, teatro, artes visuais e música. Pensando em continuar a vocação artística do programa, os professores da IMELC junto com a Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri tem achado no Youtube uma forma de continuar ensinando as modalidades. Já são mais de 200 videos disponíveis.

 

No começo, ninguém sabia muito bem como fazer o Arte e Cultura Barueri continuar através do digital. O programa sempre teve como um diferencial a experiência viva da arte, com professores engajados e disponíveis para a construção do aprendizado e da convivência diária. Mudar para o digital parecia quase contra intuitivo, mas o trabalho dos professores foi adaptado criando:

1- rotinas de gravações de aulas e conteúdos exclusivos para as redes sociais;

2- desafios que estimulassem a interação dos alunos com os professores;

3- vídeos comemorativos ou temáticos que encorajassem os alunos a treinarem para participar.

E esse trabalho acabou gerando consequências positivas além do aprendizado. Denise Garcia, aluna de zumba das oficinas, conta que as aulas on-line têm ajudado na parte emocional: “as aulas têm sido essenciais para nós porque é o momento que temos para descontrair”. Ela também conta que fazer os exercícios acabou interessando também as filhas: “ano passado, a professora fez uma aula para mães e filhas e as minhas se interessaram pela zumba, agora, em casa, sempre que eu vou fazer aula, elas fazem comigo e ficam super animadas”.

O trabalho acabou se expandindo para além dos tema das aulas, criando uma rede de colaboração e aprendizado (da arte e da vida) entre professores, alunos e funcionários da IMELC que segue firme e forte. Por meio de posts com dicas de receitas, filmes, curiosidades de modalidades, trabalhos de arte e mensagens de carinho, os professores têm compartilhado carinho  e risadas com os alunos e mostrado que aqueles abraços, bate-papo e sorrisos estão guardados para quando tudo voltar ao normal, como conta a professora Rebecca Numa em vídeo na rede: “eu estou morrendo de saudades. Mas daqui a pouco tudo isso passa e a gente volta a se encontrar. Um beijo cheio de saudades”.

 

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Dança, fé e quarentena: Conheça a Cia Extensão

As expressões artísticas são tão inerentes ao ser humano que elas permeiam a sociedade,  a vida, as relações, a educação e até a . E é pensando nisso,  em todas as dimensões da vida que a arte (ah a arte!) faz questão de se manifestar, que hoje vamos contar um pouco mais sobre a Companhia Extensão, companhia cristã de dança que busca nos movimentos uma forma de atingir as pessoas com amor, esperança e fé.

A Cia Extensão nasceu de um grupo de amigos bailarinos e dançarinos com o principal objetivo de criar trabalhos relevantes e que levassem esperança, amor, alegria e motivação. Hoje o grupo conta com 15 membros que, entre um passo e outro, buscam mais do que só dançar: “Amamos servir as pessoas com o ensino e a arte”, conta Dae Ellen Castilho, diretora da Cia.  A vocação religiosa da companhia já fez seu trabalho alcançar lugares como congressos, igrejas e eventos.  Mas a fé, no grupo, é muito mais do que uma oportunidade de penetrar lugares. É um fator essencial para a missão e modo de expressar a arte: “Deus é o criador de todas as coisas, e nós escolhemos ser artistas que levam as boas novas de tudo o que Jesus nos ensinou”, diz a diretora. E a missão de usar a dança como veículo de esperança para as pessoas se intensificou ainda mais na quarentena: Temos visto que as artes tem entretido, aliviado, motivado, animado e impactado as pessoas que estão em casa nesse tempo. É o veículo de diversão, de escape”, avalia.

A pandemia, como em toda a área de cultura, atingiu a dinâmica de trabalho e agenda do grupo. As atividades pararam no dia 16 de março e, mal poderiam imaginar que as coisas seriam tão difíceis. Nos planos para esse ano, foram cancelados cinco eventos que já estavam em vista e alguns clipes que seriam gravados ainda no primeiro trimestre. No momento, aulas, reuniões e ensaios de coreografias acontecem por videoconferência.

Figurinos: Carolina Vecchi (membro) desenha todos os nossos figurinos e a Lenny Correia confecciona

 

Um dos membros da Cia Extensão é a Tainá Portugal, professora de balé e jazz do Arte e Cultura Barueri. Membro desde 2019, a bailarina foi convidada pela diretora a integrar o grupo: “Eu estava parada por conta da faculdade. Foi uma grande felicidade. É diferente fazer parte de uma companhia porque a gente busca mais técnica e busca ser um exemplo. É mais responsabilidade, mais compromisso”, conta a professora, que começou na companhia como estagiária, e hoje, faz parte dos membros fixos.

Na vida de bailarina, a motivação e o esforço são determinantes, e nesse momento se tornam um grande desafio: “a motivação é complicada, as distrações em casa são maiores. A gente tem tentado um motivar o outro, tentado fazer aulas diferentes de fortalecimento e condicionamento”, conta Tainá.  Nesse processo, a compreensão da família é fundamental:  “nossas famílias entendem porque [já estavam acostumados com a rotina] de compromissos. Às vezes temos que adaptar algumas coisas, pedir para liberar a internet ou usar outro celular”, relata.

Assim  como para todo mundo, pensar no amanhã não é tão fácil nesse momento. Por enquanto, a companhia tem vivido um dia de cada vez, mas ousando um pouquinho em pensar sobre o que vem pela frente: “quando tudo passar, cremos que viveremos um novo normal, com novos hábitos, prioridades e atitudes. Queremos continuar nossos projetos dos clipes, espetáculos e ações sociais”, finaliza Dae Ellen.

 

Filmes

Sesc lança streaming gratuito

Para você que ama assistir filmes e está com saudade de ir ao cinema, essa matéria é para você!

O Sesc é mais um a lançar, junto com a curadoria  da equipe do Cinesesc, sua plataforma de filmes para assistir em casa, assim como outras iniciativas, Cinema Virtual e o Festival Varilux em Casa.

O Cinema em Casa é uma plataforma onde os cinéfilos tem acesso a quatro filmes por semana e de forma gratuita.

 

Veja alguns filmes que poderão ser assistidos:

 

Mamma Roma

Clássico filme de 1962, do diretor italiano Pier Paolo Pasolini, conta a história de Anna Magnani, uma prostituta de meia idade que tenta de tudo para dar um futuro bom ao filho rebelde.

 

O Homem da Gabine

Documentário brasileiro do diretor Cristiano Burlan que registra o cotidiano de projecionistas de cinema que  possuem um longa e solitária jornada de trabalho.

 

Aquarius

A produção brasileira conta a história de Clara (Sonia Braga),  uma jornalista aposentada que persiste em proteger seu apartamento de uma construtora interessada em construir um novo prédio no lugar de seu lar.

 

E ai, preparado para maratonar esses fimes na quarentena?

Dica Giovanna

Dica – Prof de Ballet e Jazz indica filmes e musicais para assistir durante a quarentena

A professora de ballet e jazz, Giovanna de Jesus, do Arte e Cultura Barueri, trouxe algumas dicas de filmes e musicais para os praticantes de dança que querem se intreter durante essa quarentena.

Confira as dicas:

A Bailarina

Uma menina órfã foge para Paris para realizar seu sonho de ser uma grande bailarina. Lá, ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera.

Youtube:

 

Netflix

 

 

Barbie e As Sapatilhas Mágicas

Em um mundo mágico do balé dominado pela diabólica Rainha das Neves, Kristyn e Hailey, duas bailarinas, tem que dançar seus balés favoritos para derrotar a rainha e realizar seus sonhos.

 

Barbie – Lago dos Cisnes

Após seguir um unicórnio até a Floresta Encanatada, Odette, é amaldiçoada por um perverso feiticeiro. Com a intenção de derrotar a Rainha das Fadas, o vilão transforma Odette em cisne e a obriga a salvar os habitantes do local.

 

Barbie – As 12 Princesas Bailarinas

Impedidas de dançar pela Duquesa Rowena, as princesas bailarinas descobrem um mundo mágico onde dançam sem serem incomodadas. Porém, alguns acontecimentos as levam a tentar salvar a vida do pai.

 

Dance Academy: The Comeback

Nesta adaptação da série de TV, Tara se recupera de uma lesão e tenta uma carreira nos EUA, onde enfrenta questões amorosas e profissionais.

Netflix

 

O Quebra Nozes

Após perder a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor dado por seu padrinho, Clara decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino.

Amazon Vídeo

 

A Bela e a Fera

Musical inspirado na história da Bela e a Fera, que traz Bela, moradora de uma pequena aldeia francesa, que tem o pai capturado pela Fera. Para salvar a vida dele, ela decide entregar sua vida em troca de sua liberdade. Enquanto está no castelo, Bela descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

 

O Fantasma da Ópera

O Fantasma, em seu esconderijo em baixo de uma casa de ópera em Paris, no Século 19, planeja uma forma de se aproximar da vocalista Christine Daae. Depois dela se apaixonar pelo benfeitor das artes, Raoul, o Fantasma cria um plano para manter Christine ao seu lado.

 

Mamma Mia! 

Proprietária de um hotel nas ilhas gregas, Donna está preparando o casamento de sua filha com a ajuda de duas amigas. Enquanto isso, a noiva Sophie, na esperança de conhecer seu verdadeiro pai convida três ex-namorados de sua mãe.

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Perspectiva das mães na quarentena

Se você não recebeu duzias de audios “desesperados” de mães no começo da quarentena – “Meu Deus, gente, eu não sou professora”, lembra disso? – você faz parte de um grupo ínfimo de pessoas que não foram profundamente abaladas pela criançada dentro de casa. A escola faz um papel comunitário na educação da sociedade há séculos e quebrar abruptamente com esse vínculo tanto para as crianças como para os pais foi um baita choque e uma ruptura que mesmo os adeptos do homeschooling previram apenas uma parte do avalanche social que isso traria.

Separamos esses depoimentos para vocês que são pais não se sentirem sozinhos. E para vocês que não são, entenderem melhor o tamanho da mudança. Veja abaixo depoimentos de mães envolvidas no Arte e Cultura Barueri e seu balanço da quarentena.

 

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Conteúdo: Qual é a perspectiva dos artistas na quarentena?

O que está acontecendo com o mundo das artes durante a quarentena? A realidade do artista nunca é fácil. Assim como outras áreas como eventos, esporte, entre outras, o profissional de artes que vive apenas das suas produções artísticas, trabalha por jobs, peças, eventos, enfim, de momentos de ganho e de estagnação de renda. Na quarentena, essa realidade fica ainda mais difícil levando em conta que ninguém pode sair de casa, e por isso, as oportunidades de fazer montar produções artísticas chega a quase zero.

Já falamos aqui sobre as incríveis iniciativas que têm surgido na internet e que acabam fomentando o trabalho dos artistas. Um exemplo disso são as lives de música, ou museus e galerias on-line que têm divulgado seus artistas. Mas a verdade é que nesse mar da internet, a arte fica afogada por um monte de outros conteúdos e os pequenos e médios artistas acabam ofuscados nesse mundaréu de opções.

E a gente quis saber: o que é que os artistas têm feito para se sobressair nesse momento? E como têm mantido suas rendas mesmo seu emprego?

Por isso mesmo recorremos aos professores do Arte e Cultura Barueri que, além de terem suas vocações de ensinar, também são artistas e têm contatos outros artistas e podem dar um panorama de como estão as coisas. Abaixo você confere o depoimento deles sobre a situação das artes:

 

 

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Por Prof. Karen Sonsimm – Conheça o trabalho realizado na Oficina de Zumba

Que a Zumba é uma das atividades físicas mais procuradas entre a maioria das pessoas atualmente, isso já é um fato confirmado.  Mas o que poucas pessoas sabem é que os benefícios dessa atividade vão muito além da sua eficácia na queima de calorias.

A combinação de ginástica e dança melhora o condicionamento físico, a coordenação motora e a frequência cardiorrespiratória. Auxilia na perda de peso e também no raciocínio. Estimula a musicalidade e a consciência corporal promovendo um melhor domínio sobre o corpo.

A princípio, o papel de um instrutor de Zumba em aula padrão é guiar seus alunos sem que esse trabalho exija dele nenhuma comunicação verbal ou contato físico durante a aula. Utilizando-se de expressões faciais e corporais combinadas a uma sequencia de movimentos de fácil memorização que são apresentados, mas não ensinados. Dessa forma, o objetivo é que os alunos copiem o instrutor e se exercitem enquanto dançam.

Contudo, para a realização de uma aula com qualidade e totalmente democrática é preciso ser mais do que um instrutor nessa realizadora tarefa. É preciso um olhar mais profundo para as expectativas, os objetivos, as necessidades e os desafios encarados por cada aluno individualmente. Dessa forma a aula oferecerá não apenas uma atividade de lazer temporário, mas sim, uma mudança definitiva no hábito de vida dos alunos.

O meu desafio como professora de dança é antes de tudo buscar uma compreensão maior sobre o sentimento de cada aluno para que a aula alcance não apenas as expectativas gerais, mas principalmente para que cada um deles sinta-se inserido e parte importante na aula.

Todo meu trabalho artístico e técnico é combinado a uma metodologia personalizada para diferentes perfis de alunos, atendendo objetivos diversos.

 

Uma das maiores características dos alunos que iniciam na oficina de Zumba é a introspecção, a insegurança e uma grande resistência a realizar qualquer atividade que os possa constranger publicamente.  Dessa forma, para a maioria, alcançar seu objetivo, seja ele qual for, se torna um desafio muito grande, já que eles são atraídos pelo desejo de desistir antes mesmo de começar. Partindo desse principio, para que a aula funcione é necessário que o professor seja extremamente motivador e trabalhe cada aluno primeiramente em seu aspecto emocional.

 

Para elaboração da aula é essencial à criação imediata de um canal direto de comunicação com os alunos para que eles possam colocar suas dificuldades, suas expectativas e para que haja uma aproximação maior entre nós. Possibilitando assim, uma analise melhor do perfil de cada um deles.

A utilização de atividades diferenciadas, que os tirem de sua zona de conforto, como por exemplo, brincadeiras de rua, dinâmicas dançantes em grupos, a troca de posicionamento do aluno a cada aula e também a utilização de temas comemorativos com trajes característicos e decoração de ambiente, são técnicas que utilizo como ferramenta para proporcionar um ambiente descontraído e promover total interação entre os alunos. Essas atividades os tornam mais confiantes e sociáveis.

Outra ferramenta importante é a inclusão de coreografias de dança com os alunos em pares mantendo contato visual e físico, como mãos dadas, por exemplo. Esse contato, embora sutil, aumenta o vínculo entre os alunos e como já foi cientificamente comprovado, eleva também a sensação de bem estar entre eles.  Por fim, incentivar que os alunos cantem, gritem e batam palmas durante as musicas, eleva o astral deles e das aulas.

Entender, respeitar e motivar cada um dos alunos indiscriminadamente são princípios que carrego e que tornam meu trabalho muito mais significativo do que simplesmente aplicar coreografias e esperar que todo o resto aconteça sozinho.

 

É gratificante para um professor ver as pessoas iniciando a aula na busca por uma atividade física e saindo todos os dias, estimulados a um estilo de vida mais saudável, com relações afetivas melhores, com uma autoestima mais elevada, bem praticando respeito e cordialidade ao próximo. Enfim, pessoas transformadas.

 

Em tempos de quarentena, onde nossa interação é totalmente virtual tenho mantido contato constante com os alunos não apenas na pratica das atividades, mas também de forma informal e afetiva. Buscando sempre incentiva-los a manter a positividade em primeiro lugar.

Para a realização das aulas tenho buscado formas criativas de manter o interesse deles, incentivando-os através de aulas voltadas para toda família com coreografias retrô, infantis e juvenis. Além disso, toda semana deixo que cada um deles escolha um tema para as aulas, bem como musicas e coreografias.

Realizo toda semana uma aula ao vivo com horário fixo no programa CULTURA NO COTIDIANO no canal CULTURA BARUERI OFICIAL, disponibilizado pela Secretaria de Cultura de Barueri.

Esse trabalho tem possibilitado a interação dos alunos durante a aula e os motivado a manterem uma disciplina. A cada nova aula, os alunos enviam vídeos não apenas colocando em pratica o que aprenderam, mas também mostrando suas relações em família.

Seja nas aulas presenciais ou nas aulas virtuais, o objetivo das aulas de Zumba é levar bem estar físico e emocional as pessoas individualmente e também promover uma mudança comportamental coletiva em prol de uma sociedade melhor.

Texto arte Paulinha

Conheça o trabalho realizado nas oficinas de Mangá, Caricatura, Desenho e Pintura

No momento, estamos passando por esse período de quarentena, a arte e a cultura tem papel essencial. Pois proporcionam prazer através de atividades saudáveis. Isso nos auxilia fisicamente, socialmente e emocionalmente.

 Por Prof. Ana Paula de Oliveira Corrêa

A oficina não consiste somente no aprendizado e na aplicação de diversas técnicas das Artes Visuais. Mas possibilita ao aluno refletir sobre sua importância na sociedade, sua identidade artística, além da conscientização e valorização da Arte. Isso faz com que o aluno possa refletir sobre sua identidade, como individuo pensante e atuante da sociedade. Individuo esse que pode interferir, interagir, comunicar-se com o mundo através de novas linguagens. E a arte nos proporciona esse leque gigantesco de opções.

Uma infinita Investigação conceitual e plástica caminhando de mãos dadas.

“Sou uma eterna aprendiz”

Meu desafio como professora é transferir a arte em forma de linguagem. Pesquiso novas linguagens, novos materiais, novas possibilidades. Além disso, insiro tecnologias e ferramentas que fazem parte da rotina e realidade dos alunos. Exemplo transformar um estudo de movimentos (desenho) em uma animação. Digitalizar um desenho feito em aula. Fotografar seu entorno. Tudo isso com o próprio celular. Utilização de materiais alternativos inusitados como: pintura com café, beterraba entre outros. Estudos e experimentações que desenvolvo há anos transformados em metodologias de aula.

Arte é linguagem, portanto através dela podemos nos expressar, comunicar, refletir, provocar, poetizar, problematizar e buscar soluções. Seja de forma bem humorada ou crítica. Podemos exprimir nossos sentimentos colocá-los para fora sejam eles bons ou ruins.

No momento, estamos passando por esse período de quarentena, a arte e a cultura tem papel essencial. Pois proporcionam prazer através de atividades saudáveis. Isso nos auxilia fisicamente, socialmente e emocionalmente.

“Mente sã… Corpo são.”

Pretendo manter meus alunos próximos, mesmo à distância. Estamos sempre em contato, sempre conectados. A Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri nos proporcionou a “Cultura no Cotidiano” através de vídeo aulas aplico atividades, exercícios e dicas arte. Dessa forma posso acompanhá-los durante o processo. Deixo também desafios semanais, que instigam ainda mais o gosto pelo fazer (colocar em prática tudo o que aprenderam), estimula à criatividade, melhora a autoestima, entre outros. Recebo vários áudios carinhosos, vídeos e centenas de fotos de tudo que estão produzindo semanalmente. Eu publico todos os desenhos e atividades nas redes sociais e  envio para o projeto Arte e Cultura todo esse material.Os alunos sempre me surpreendem com sua criatividade e dedicação.

Objetivos Principais:

  • – Promover o desenvolvimento pessoal do aluno_ Isso faz com que o aluno possa refletir sobre sua Identidade, como individuo pensante e atuante da sociedade. Individuo esse que pode interferir, interagir e comunicar-se com o mundo através de novas linguagens;
  • – Contribuir para a formação da identidade cultural; (Primeiramente o aluno deve conhecer a si mesmo, conhecer seu entorno, dessa forma a identidade artística será consequência desse autoconhecimento e percepção e então fluirá naturalmente)
  • – Aperfeiçoar os conhecimentos estéticos dos alunos;

– Incentivar o interesse dos alunos e familiares pela arte.

  • Criar formas artísticas por meio de poéticas pessoais.

Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações da arte – em suas múltiplas linguagens – utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos_ Historia da arte, gêneros, obras e artistas_ Conhecê-los  e apreciá-los.

Todas as idades, ideias e todos os ideais

É muito importante conhecer o aluno e entender o que ele busca através da oficina. Atendo alunos de todas as idades, alunos que buscam arte por diversos motivos: Existem aqueles que buscam diversão, outros buscam arte como forma de terapia, outros querem transforma-la em profissão. A mesma aula, aplicada com a mesma metodologia terá impactos e resultados diferentes em cada aluno. E eu tenho plena consciência da minha responsabilidade, por isso levo meu trabalho tão a sério.

Arte é Educação e Diversão: A Arte é fundamental para o desenvolvimento de toda criança_ auxilia na coordenação, concentração, criatividade, melhora o raciocínio, desempenho escolar, autoestima, entre outros benefícios.

Arte é Terapia (maior procura entre adolescentes, jovens e idosos): Auxilia pessoas com quadros de depressão, ansiedade, transtornos ou portadores de deficiência física ou mental _Importância de se expressar sentimentos reprimidos transformando-os em inspiração.

Pequeno resumo do conteúdo e resultados das aulas que foram ao ar:

Vídeo aula de Fleep Book: Exercício de criatividade, estudo do movimento, de forma lúdica. Ótimos resultados alguns alunos fizeram pequenas animações a partir da ideia da atividade;

Vídeo Aula_ Pintura com café: Utilizar materiais alternativos inusitados, estimular a criatividade, mostrar que não é necessário ter o material mais sofisticado para se fazer uma obra de arte. Ótimos resultados, os alunos me surpreenderam coma criatividade e participação;

Vídeo aula _Estrutura de animais: Construção de animais através de uma estrutura com formas geométricas, linhas, esboço e arte final. Melhora coordenação, planejamento, traço e finalização do desenho.

Vídeo aula _Paisagens com cores quentes e frias: Criar de lindas paisagens, cenários e transmitir através das cores a sensação de frio ou calor. Exercício de degradê (mudança gradativa entre as cores).

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A arte penetra tudo e até teatro já ganha força fora dos palcos

Bônus: contém dicas!

Quantos posts já fizemos sobre dicas de arte e cultura durante a quarentena, posts de profs nossos que têm proposto atividades em casa, efeitos do isolamento, entre outros que nem sabemos mais. Assim como vários veículos de comunicação, o começo da quarentena veio com uma preocupação pra nós: “o que vai ser da arte sem o encontro, o mundo exterior, a presença humana?”. Meus amigos, por sorte estávamos bem errados. Sabe por quê? Porque a arte penetra tudo! E estamos aqui pra provar.

Walter Benjamin, teórico da imagem, escreveu uma vez em sua tese A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, o seguinte: “A esfera da autenticidade, como um todo, escapa à reprodutibilidade técnica, e não apenas à técnica”. Basicamente o que ele disse é que não dá pra ter autenticidade reproduzindo obras de arte em imagens, em vídeo (na época era só cinema), etc, porque isso acaba com a aura sagrada da obra de arte. A questão aqui não é discutir se ele está certo ou errado porque uma coisa é certa: qualquer experiência artística presencial é diferente da vista na internet. Agora, imagine como estaria Benjamin durante a quarentena, em que, bem ou mal, só temos a “reprodutibilidade técnica” para nos conectar à arte?

Pois é. Se algum dia fomos preciosistas com o encontro para dar valor à experiência artística – que, convenhamos, é bem mais gostosa e agregadora – nesse momento não temos nada além da tela para nos levar às pinceladas de Tarsila, aos movimentos de Trisha Brown, à emoção da música ao vivo. E é nesse ambiente de reações abruptas da arte querendo escapar às quatro paredes que iniciativas como o Covid Art Museum (@covidartmuseum) nascem.

 

 

 

O “museu” é o primeiro criado pós-corona e foi idealizado por  Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrero, comunicadores de Barcelona que têm feito o trabalho de curadoria das obras vindas da pandemia. E veja lá, no instagram – a rede da estética, do belo, do gráfico, do mundo estéril/perfeito. É nesse ambiente que a arte nascida da doença e da iminência da morte ganha o território da beleza. Ah, as voltas que a terra plana dá.

E esse momento de quarentena também têm incentivado a tomada de espaços pouco explorados antes por algumas áreas da arte. Como é o caso do teatro. O teatro ainda é uma das artes menos adaptadas ao que Benjamin chamava de “era da reprodutibilidade técnica”. A principal via do teatro ainda é o palco e o público, unidos em uma dinâmica única e que sobrevive de uma e da outra. Mas até essa arte têm se adaptado e ganhado plataformas como o Youtube. É o caso da websérie “Home Office”, de Marília Toledo e Emílio Boechat, que também fazem a peça (suspensa durante a Covid-19) Silvio Santos Vem Aí. A série está disponível a partir do dia 1 de abril no Youtube.

Esse terreno não é totalmente novo e já fez sucesso com obras como The Walking dead (spin off no Youtube), a brasileira Latitudes (com Alice Braga), 3% (sim, era websérie antes) e uma das melhores Edgar Allan Poe’s Murder Mystery Dinner Party.

E você, o que acha das webséries? 

Bianca Rinaldi é Dora, apresentadora do “Em Casa” da TV Tupinambá!Estréia sexta feira! Clique no link da bio e se inscreva no canal!

Posted by Home Office – A Série on Wednesday, April 29, 2020

X Dance Fest Online imagem-01

Você sabia? -Festival de dança online

Durante a pandemia de Covid-19, vemos cada vez mais eventos, sejam de música, dança, arte ou teatro, se tornando online para que, mesmo de casa, todos tenham acesso para assistir e até mesmo participar das atividades.

O X Dance Fest Online, um festival de dança online, teve sua primeira edição no final de semana dos dias 25 e 26 de abril. Seu principal objetivo é, além de  não deixar a arte da dança morrer durante a pandemia, valorizar a cultura brasileira.

Se apresentaram 73 grupos e escolas de dança que totalizaram 650 bailarinos e 223 coreografias em oito modalidades: balé clássico livre, balé de repertório, dança moderna/contemporânea, jazz, danças urbanas, danças populares, estilo livre (trabalhos originais que misturam estilos e técnicas) e sapateado.

As apresentações solo foram apresentadas pelos bailarinos direto de suas casas enquanto as coreografias em dupla, trio e em grupo foram pré-gravadas.

As premiações foram compostas por bolsas de estudo e workshops em cursos renomados no Brasil e no exterior; isenção de taxa para dançar na parada do Disney Magic Kingdom durante o Magical Dance Tour 2020; aulas na semana da dança do Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado do Rio de Janeiro (SPDRJ); até bolsas de estudo para o Summer Brasil 2021, curso intensivo de dança idealizado pela professora Alice Arja e realizado pela Cia de Ballet do Rio de Janeiro, entre outras