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Dança, fé e quarentena: Conheça a Cia Extensão

As expressões artísticas são tão inerentes ao ser humano que elas permeiam a sociedade,  a vida, as relações, a educação e até a . E é pensando nisso,  em todas as dimensões da vida que a arte (ah a arte!) faz questão de se manifestar, que hoje vamos contar um pouco mais sobre a Companhia Extensão, companhia cristã de dança que busca nos movimentos uma forma de atingir as pessoas com amor, esperança e fé.

A Cia Extensão nasceu de um grupo de amigos bailarinos e dançarinos com o principal objetivo de criar trabalhos relevantes e que levassem esperança, amor, alegria e motivação. Hoje o grupo conta com 15 membros que, entre um passo e outro, buscam mais do que só dançar: “Amamos servir as pessoas com o ensino e a arte”, conta Dae Ellen Castilho, diretora da Cia.  A vocação religiosa da companhia já fez seu trabalho alcançar lugares como congressos, igrejas e eventos.  Mas a fé, no grupo, é muito mais do que uma oportunidade de penetrar lugares. É um fator essencial para a missão e modo de expressar a arte: “Deus é o criador de todas as coisas, e nós escolhemos ser artistas que levam as boas novas de tudo o que Jesus nos ensinou”, diz a diretora. E a missão de usar a dança como veículo de esperança para as pessoas se intensificou ainda mais na quarentena: Temos visto que as artes tem entretido, aliviado, motivado, animado e impactado as pessoas que estão em casa nesse tempo. É o veículo de diversão, de escape”, avalia.

A pandemia, como em toda a área de cultura, atingiu a dinâmica de trabalho e agenda do grupo. As atividades pararam no dia 16 de março e, mal poderiam imaginar que as coisas seriam tão difíceis. Nos planos para esse ano, foram cancelados cinco eventos que já estavam em vista e alguns clipes que seriam gravados ainda no primeiro trimestre. No momento, aulas, reuniões e ensaios de coreografias acontecem por videoconferência.

Figurinos: Carolina Vecchi (membro) desenha todos os nossos figurinos e a Lenny Correia confecciona

 

Um dos membros da Cia Extensão é a Tainá Portugal, professora de balé e jazz do Arte e Cultura Barueri. Membro desde 2019, a bailarina foi convidada pela diretora a integrar o grupo: “Eu estava parada por conta da faculdade. Foi uma grande felicidade. É diferente fazer parte de uma companhia porque a gente busca mais técnica e busca ser um exemplo. É mais responsabilidade, mais compromisso”, conta a professora, que começou na companhia como estagiária, e hoje, faz parte dos membros fixos.

Na vida de bailarina, a motivação e o esforço são determinantes, e nesse momento se tornam um grande desafio: “a motivação é complicada, as distrações em casa são maiores. A gente tem tentado um motivar o outro, tentado fazer aulas diferentes de fortalecimento e condicionamento”, conta Tainá.  Nesse processo, a compreensão da família é fundamental:  “nossas famílias entendem porque [já estavam acostumados com a rotina] de compromissos. Às vezes temos que adaptar algumas coisas, pedir para liberar a internet ou usar outro celular”, relata.

Assim  como para todo mundo, pensar no amanhã não é tão fácil nesse momento. Por enquanto, a companhia tem vivido um dia de cada vez, mas ousando um pouquinho em pensar sobre o que vem pela frente: “quando tudo passar, cremos que viveremos um novo normal, com novos hábitos, prioridades e atitudes. Queremos continuar nossos projetos dos clipes, espetáculos e ações sociais”, finaliza Dae Ellen.