Calistenia: o peso do corpo como principal ferramenta de exercício

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Durante a pandemia da Covid-19, quem ama se exercitar e ainda não voltou para a academia, com certeza fica procurando oportunidades para treinar em casa com poucos recursos. Pois saiba que a Calistenia é uma opção pra isso.

Apesar de os exercícios praticados na Calistenia serem tão antigos quanto a própria prática consciente da atividade física, a modalidade de treino foi difundida apenas no século XIX, por um suíço chamado Phoktion Heinrich Clias, que por volta de 1822, organizou um método de exercícios físicos e levou seu treino para Inglaterra e França. Essa metodologia acabou sendo adaptada para academias, centros de treinamento, e sendo incorporada por outros métodos, como o do Crossfit dos dias de hoje.

A Calistenia é uma forma de treinamento que traz benefícios importantes para a vida saudável como: bem-estar, saúde e um melhor estilo de vida. Mas a Calistenia também se destaca por benefícios específicos que ela traz, como domínio corporal, grande definição e qualidade muscular: “é muito nítida a diferença [de um praticante de Calistenia] em relação a um praticante de musculação tradicional, porque a Calistenia deixa a pessoa mais slim, esbelta e com mais equilíbrio”, conta Pedro Mazzon, sócio da organização Calistenia Brasil. 

O Pedro teve seu primeiro contato com a Calistenia em 2013, quando conheceu seu sócio Luiz Otávio Mesquita (filho do apresentador Otávio Mesquita) com o qual começou a praticar a modalidade em parques da cidade até, um dia, decidirem se dedicar a levar os benefícios da Calistenia para o maior número de pessoas possível. 

Para conhecer mais sobre as experiências dele e a vantagem da prática, nós batemos um papo super legal que você confere abaixo:

IMELC – Quando você se envolveu com o mundo da Calistenia?

Pedro – Me envolvi em 2013, quando eu conheci meu sócio, Luiz Otávio Mesquita (filho do apresentador Otávio Mesquita) e começamos a praticar juntos no parque do Ibirapuera. As coisas se desenvolveram de tal forma que acabou resultando no Calistenia Brasil, a maior organização de Calistenia da América Latina.

IMELC – Quais são as ferramentas necessárias para a prática?

Pedro – Basicamente não precisa de nada além do próprio corpo. Os equipamentos mais tradicionais que costumamos usar são a barra fixa e o conjunto de barras paralelas. Mas é muito possível adaptar com utensílios e móveis de casa. É muito prático e conveniente. Se você vai para a praia ou não pode sair de casa, dá pra treinar. Por isso muita gente adotou a Calistenia durante esse momento de isolamento social. 

 IMELC – Ainda existe algum tipo de confusão sobre o que é Calistenia, o que é musculação, o que é Crossfit?

Pedro – Existe, sim. Ainda há uma grande confusão porque alguns equipamentos são similares ou os mesmos. O que muda principalmente é a qualidade de execução. Enquanto o foco da Calistenia é a qualidade, o do Crossfit, por exemplo, é a quantidade, mais focado em fazer o maior número de repetições no menor tempo possível. Na Calistenia, a gente prioriza que a pessoa faça uma, duas, três barras, mas faça direitinho, com uma técnica de execução que a gente chama de estrita, com força real.

IMELC – Existem competições de Calistenia no Brasil. Você costuma participar ou assistir as competições?

Pedro – Hoje em dia não é mais o nosso foco, mas já chegamos a organizar competições, inclusive Sul-Americanas. O lado competitivo da Calistenia é uma outra vertente, conhecida como Street Workout, que é um lado mais freestyle, mais acrobático, praticamente uma performance na barra. A Calistenia é mais uma metodologia de treinamento.

IMELC – Quem pode praticar esse tipo de atividade física?

Pedro – Ela tem uma vantagem muito legal que é poder transformar um exercício em muito fácil ou muito difícil. A maioria dos praticantes acaba sendo de pessoas que já tiveram contato com outras modalidades de treinamento por ela ser muito desafiadora e precisar de muita dedicação. Mas todo mundo pode começar. Os exercícios podem ser subdivididos em progressões, exercícios mais básicos, e é por isso, que a gente desenvolveu um passo a passo no nosso curso on-line, justamente para as pessoas iniciantes conseguirem desenvolver e desbloquear os movimentos. 

IMELC – A Calistenia pode ser praticada dentro de academias mas ela também tem uma vocação outdoors, né? Quais os benefícios residuais que isso tem na prática? 

Pedro – Muita gente pratica dentro das academias, mas a maioria prefere treinar outdoors. Não tem comparação. Você tem contato com a natureza, vai treinar e já pode levar o cachorro pra passear junto, a paisagem é muito mais bonita e o ambiente é muito mais agradável. Isso acaba desencadeando muito mais bem-estar, a pessoa pode se desconectar. É mais legal do que estar em uma sala fechada, cada um com seu fone de ouvido. A atividade para de ser uma obrigação e passa a ser um prazer.

 

IMELC – Ano passado a Calistenia foi uma das atividades disponíveis na Virada Esportiva de São Paulo. Qual a importância de trazer isso para o ambiente público, de acesso à modalidade?

Pedro – Nossa participação na Virada foi muito legal porque está muito ligado ao nosso propósito de tornar esse conhecimento mais acessível e disponível para o maior número de pessoas. Ainda falta muita informação para as pessoas…. a gente percebe isso vendo que até mesmo os profissionais de educação física não têm esse aprendizado na faculdade, e nosso papel é esse: tornar o conhecimento mais disponível e mais organizado.