Sonho e empreendedorismo no esporte

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Nós da IMELC acreditamos que o valor e crescimento que o esporte traz para sociedade nasce de um ecossistema de valores, empreendedorismo, impacto e fomento. E aí você pode estar pensando assim: mas o que uma marca de roupas esportiva tem a ver com tudo isso? Nós conversamos com o Marcelo Baek, sócio da KVRA, marca de lifestyle e roupas esportivas, para descobrir um pouco sobre empreendedorismo no esporte e suas experiências com a área.

A KVRA nasceu em 2013, depois de Marcelo Baek, mais conhecido hoje como Marcelo KVRA, e Gui Ferraz, DJ e publicitário, se conhecerem em uma academia durante os treinos transformarem um símbolo usado na época pelo DJ, a caveira,  em uma marca. A ideia ganhou forma e também foi abraçada por Marcos Chae, terceiro sócio, a peça que faltava  dessa história de sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marcelo e Gui Ferraz em frente a uma das lojas

Marcelo KVRA era do ramo de confecção de roupas há muitos anos em um negócio de família e já tinha know-how profissional na área. Mas  a vontade de trabalhar com o mundo do esporte falava alto: “eu sempre quis trabalhar com a área de esporte […] eu fui um atleta frustrado, sempre quis ser lutador”.

O que parecia ser uma frustração foi um dos combustíveis para uma ideia que mudou tudo: os kimonos. Apesar de a marca ter começado com bermudas, camisetas, bonés, e a vontade de abraçar vários esportes, o negócio da luta fez a diferença: “o mercado de Jiu-Jitsu estava um pouco engessado, então não dava pra gente entrar sutilmente, tinha que ser com um diferencial”, diz Marcelo. E assim, veio a ideia de fazer os kimonos com caimento slim, novos tecidos e cores chamativas, dando uma cara mais personalizada à vestimenta. E assim, o KVRA explodiu “graças a Deus”, comenta Marcelo com um sorriso orgulhoso.

Ao saber sobre o Crossfit, que chegou com fama negativa na Brasil, Marcelo decidiu começar a praticar a modalidade. A prática e relacionamento com os profissionais referências da área abriram seus olhos para a oportunidade, que foi se tornando mais popular com o tempo no país, e se tornou também um dos carros chefes da KVRA.

KVRAGames 2019 no Estádio do Pacaembu

A marca também encabeça projetos importantes de fomento e participação no esporte. Um deles é o KvraGames, campeonato de Crossfit para praticantes iniciantes a avançados, e que já passou por cidades brasileiras como São Paulo, Belo Horizonte e Recife. A última edição na cidade de São Paulo foi durante a Virada Esportiva 2019 e que levou o campeonato para dentro do estádio do Pacaembu em dois dias cheio de garra, competição e celebração do esporte.

Além desse, a KVRA, também realiza o BJJ League, campeonato de Jiu-Jitsu que promove o esporte para todos que gostam da prática. E apesar de já ter um papel muito importante para visibilidade, fomento das práticas e incentivo, a marca que se autodenomina como cristã, também tem uma vocação de beneficiar jovens atletas de projetos sociais, que podem participar do campeonato e, muitas vezes, ganham até patrocínios. “Nós estamos sempre de olho em novos atletas”, comenta Marcelo.

 

Campeonato BJJLeague de Jiu-Jitsu 

Quando pensamos nas repercussões que o esporte tem na vida, normalmente pensamos sobre valores de colaboração, de saúde e de competição saudável. Mas no meio da nossa conversa, Marcelo nos surpreendeu com um insight simples, mas que mostra um lado muito importante para os negócios de esporte: “[por exemplo] as pessoas que eu conheci quando eu comecei no Jiu-Jitsu, em 1996, hoje são os principais líderes das maiores equipes”, relembra Marcelo. “então esse networking foi fundamental… eu jamais poderia imaginar que geraria esse fruto, na época”, finaliza.

 

Atleta de Crossfit em campeonato KVRAGames

Assim como para todo o mundo de esporte, a pandemia também causou impactos na KVRA. A expansão de ferramentas digitais para o e-commerce precisou ser feita com a nova demanda de distanciamento social e chegou a derrubar o faturamento em 80%. Com revendas no exterior, lojas no Brasil e e-commerce, a recuperação está acontecendo aos poucos. No entanto, o momento também trouxe boas surpresas no mundo digital: “eu já vi pessoas abrindo reuniões virtuais para treinarem juntos, happy hour com um amigo tocando e todo mundo lá… claro, aumentou a presença virtual, mas nós somos seres humanos e precisamos do toque”, reflete Marcelo.

O esporte pode dar outros frutos, não apenas para quem é atleta. Pode ser uma paixão que se torna um negócio, uma fonte de networking, além de trazer benefícios conhecidos como saúde, disciplina, valores.  Uma marca esportiva não precisa só fazer roupas, pode fomentar o esporte, através dos campeonatos.

O esporte pode dar outros frutos, não apenas para quem é atleta. Pode ser uma paixão que se torna um negócio, uma fonte de networking, além de trazer benefícios conhecidos como saúde, disciplina, valores.  Uma marca esportiva não precisa só fazer roupas, pode fomentar o esporte.