#Quarentena – A rotina da bailarina durante o isolamento

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Por Marina Bueno

Meu nome Marina Bueno, tenho 15 anos e sou bailarina.

Primeiramente, é evidente que a pandemia do novo Coronavirus trouxe consigo inúmeras consequências que afetaram e modificaram a vida e o dia a dia de muitas pessoas. Eu, como bailarina e com uma rotina muito corrida, senti bem o impacto dessas mudanças.

Logo no início do isolamento social, minha rotina mudou totalmente. Fui do costume de ir a aula de segunda a sexta para [o total oposto de] não ir a nenhuma aula. 

Aos poucos, tudo foi se ajeitando. Minha escola proporcionou aulas via live no Instagram, conteúdos gravados no YouTube e aulas monitoradas via zoom. Pouco tempo depois já estava tendo aulas todos os dias da semana, como de costume.

Mas, com certeza, esse não foi o único desafio a ser superado. O ambiente e o espaço de casa não é tão propício e nem semelhante ao que temos na sala da escola de dança. Foi necessário adaptar tudo, mudar os móveis de lugar, abrir espaço, pedir para a família deixar o cômodo livre no horário de aula, improvisar uma barra, e muito mais. Mas no final é possível fazer as aulas, mesmo nessas circunstâncias, aproveitá-las ao máximo e manter a disciplina.

Entretanto, toda essa situação também afeta o psicológico. Deixar de ir à escola de dança, não ver mais meus amigos e professores pessoalmente, coisas que incentivam e, com certeza, fazem parte da dança, mexem com a motivação e a vontade de praticar em casa. Mas, com o passar do tempo, estamos nos mantendo cada vez mais conectados, mantendo a saudade como possível, e motivando uns aos outros.

Além disso, acredito que a área mais afetada tenha sido os ensaios do corpo de baile e festivais que costumo participar. Em relação aos ensaios, estou tentando passar as coreografias durante a semana para não esquecê-las e lembrar das correções feitas presencialmente, já que não tem sido possível realizar os ensaios on-line. Em relação aos eventos, muitos foram adiados ou cancelados, enquanto outros estão promovendo competições e mostrar pela internet. Mas, apesar disso, as competições presenciais, as viagens de ônibus, os figurinos, os palcos, os aplausos e o frio na barriga antes das apresentações estão fazendo muita falta.

Mal posso esperar até que tudo volte ao normal.