Oscar 2020: Viva à internacionalização da Arte

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Esse Oscar veio com um gostinho agridoce. Agridoce talvez seja um exagero, mas claro que queríamos que o Brasil fosse o representante vencedor na categoria Documentário. Não foi dessa vez. Mas Petra Costa e produtores marcaram presença brasileira no tapete vermelho e pontuaram o Brasil na categoria – em que, inclusive, tivemos nossa última indicação.

Maaaaaaaas nosso coração apaixonado pela arte chora de emoção com a grande surpresa que foi PARASITA, o maior vencedor da noite e que levou também o principal prêmio: o de melhor filme.

Essa é a primeira vez na história que um filme de língua não-inglesa ganha a estatueta pela principal categoria . O feito é marcante. Em 92 anos de Oscar isso nunca tinha acontecido e a própria premiação já foi criticada dezenas de vezes principalmente considerando que a Academia de Cinema muitas vezes prioriza a indústria americana de filmes.

E assim abrimos a observação: a indústria americana de cinema tem flexibilizado seus critérios para filmes estrangeiros?

Vejamos. Há alguns anos alguns filmes e diretores estrangeiros são indicados em categorias importantes como melhor diretor e melhor filme. O exemplo mais emblemático e mais recente foi Roma (2018), que era um dos grandes cotados para esse prêmio. Mas há um porém nisso. Normalmente esses filmes ou diretores são aqueles que já flertam em algum grau com Hollywood, caso de Guilhermo del Toro, Alfonso Cuarón, e um ou outro europeu. No caso dos filmes, A vida é Bela (italiano), Philomena (inglês), Chocolat (inglês). Agora, um filme coreano parecia estar a anos luz desse hall.

O que temos visto de dois anos pra cá é sem precedentes e já vem sendo evidenciado o movimento de inclusão que o Oscar tem feito, não só de afro-americanos, mulheres, mas também imigrantes e internacionais. Não poderia se imaginar que o salto seria tão alto para esse último grupo.