Nossas Histórias – Xadrez: A arte que ensina a viver

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Você sabe que tem xadrez no Arte e Cultura Barueri, né? 😊

Essa modalidade que parece tranquila, na verdade, está cheia de possibilidades e oportunidades de aprendizado, lazer e até carreira. E para saber mais sobre como o xadrez afeta a vida dos praticantes, nós fomos acompanhar o Fernando Barboza, professor desse esporte em Barueri e assistir uma de suas aulas – que rolaram em paralelo com o nosso bate-papo.

A história do Fernando, no programa, começou em 2010. Ele trabalhava em uma escola na Zona Leste de São Paulo dando aulas de xadrez e foi convidado para participar da implementação da modalidade em Barueri.

Sua experiência com o xadrez começou aos 11 anos de idade, na escola, incentivado pelo professor de educação física. O professor Waldomiro – de quem fala com muito carinho – viu seu potencial e passou a convidá-lo para participar de campeonatos locais. Os campeonatos e as vitórias passaram a se multiplicar e fazer parte da vida de Fernando. Com os campeonatos, ele conta que o xadrez passou a ser uma oportunidade não são de ganhar as medalhas, mas de fazer amigos e também viajar pelo Brasil, visitando o interior de São Paulo e outros estados. Das competições que participou, o professor ganhou alguns campeonatos importantes como Paulista sub-16 e sub-18, e o Campeonato Brasileiro de Xadrez. No começo da carreira no xadrez, Fernando deu aula no Clube de Xadrez de São Paulo, o mais antigo da América Latina. Hoje ele não dá mais aula no clube, mas continua participando dos Mini Open de vez em quando.

Quando perguntado sobre os benefícios do xadrez, Barboza cita alguns aspectos como entendimento de regras, raciocínio lógico, planejamento e até mesmo na leitura: “Grande parte do aprendizado do xadrez vem dos livros… aliás, foi o xadrez que me motivou a ler mais”. Mas não é só nos aspectos de conhecimento e cognição que o esporte pode ser fundamental, mas também na civilidade: “o esporte contribui muito no respeito com o próximo também, porque no começo das partidas, você deve cumprimentar seu oponente e dar as mãos. Isso é muito significativo”.

Aos alunos do programa, não hesita em motivá-los: “hoje eu incentivo eles, tento passar pra frente aquilo que eu recebi também”, conta Barboza enquanto comenta orgulhoso sobre os seus alunos com grandes potenciais no esporte. O professor conta ainda que muitos dos seus alunos mostraram grande melhora em várias áreas da vida, do aprendizado à depressão.

Para ele, a modalidade poderia ser mais amplamente implantada, principalmente considerando que é um esporte barato para ser praticado. Ainda falta incentivo no Brasil para que o esporte vá pra frente: “Poderia ser implantado nas escolas, né? As pessoas precisam ter oportunidade de provar o xadrez para saber os benefícios que ele pode trazer. O xadrez, acima de tudo, é uma arte que ensina a viver”, finaliza.