Corrida de Rua: esporte barato e quarentena

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A gente sempre gosta de dar dicas por aqui, de esportes baratos e fáceis de serem praticados, para não deixar ninguém de fora. E quer esporte com menos exigências de equipamentos do que a corrida? Pois é, essa modalidade que ficou tão popular nos últimos anos com a explosão das corridas de rua, não necessita nada além de um tênis. E a facilidade de praticar não se traduz em poucas vantagens: correr traz benefícios muito importantes para a saúde mental e física. Já no curto prazo é possível sentir mudanças no humor, na regulação do apetite e até na diminuição da pressão arterial. Mas além desses, resistência muscular, melhora do sono, longevidade, aumento da capacidade cardiorrespiratória, diminuição dos níveis de estresse e emagrecimento são outras vantagens de colocar o corpo em alta velocidade.

Essa modalidade não é nova. Desde que o homem consegue ficar ereto, correr é uma vantagem do ser humano para gasto de energia e sobrevivência. Mas, a medida que o homem foi se estabelecendo em locais fixos e se tornando sedentário, a corrida se tornou uma opção de atividade física. E muito necessária. Segundo a OMS, cerca de 80% dos adolescentes do mundo não praticam atividades físicas de forma adequada para a idade, e no Brasil, mais de 62% da população acima de 15 anos não pratica nenhuma atividade física. Em momento de isolamento social, essa condição foi ainda mais afetada, levando, até mesmo as pessoas que praticam, a deixar os exercícios de lado. E um dos nichos esportivos que foi grandemente afetado, foi o das corridas em grupo (muitas vezes simplificadas como corridas de rua) – um tipo de corrida grupal que acontece pelas ruas da cidade, em parques ou circuitos especiais.

Foi pensando em como as corridas de rua foram afetadas por esse momento e como as experiências da sua carreira o fizeram chegar até aqui, que decidimos bater um papo com o Fabio Munarin, um parceiro que já realizou eventos de esporte e lazer com a IMELC. O Fábio abriu a sua própria empresa de corrida de rua, a PowerMove, depois de quase dez anos trabalhando em agência de promoção e gestão de corridas e eventos esportivos. Em sua carreira, Fábio coleciona ações esportivas como campeonatos de Jiu-Jitsu, Basquete, Futebol e até a maior corrida de obstáculos do Brasil.

Dá uma olhada no nosso papo com ele:

 

IMELC – Pra gente começar, nesse momento de pandemia, como você foi afetado – no seu trabalho e como se adaptou ao momento?

Fabio – A projeção de eventos para minha empresa e a produção de eventos… foi tudo cancelado. Precisei despedir funcionário e reduzir todos meus gastos, a última receita recebida foi em Fevereiro de 2020. Tivemos que adaptar a um padrão mais baixo de vida e criando novos produtos dentro do cenário atual. Então, eu procurei outras áreas de trabalho e estou realizando curso on-line.

IMELC – Como têm se mantido saudável e se exercitando?

Fábio – Nesta pandemia os 3 primeiros meses foi muito complicado, minha movimentação era mais correr atrás da minha filha, após o quarto mês comecei a treinar na varanda e caminhar na rua.

IMELC – Falando um pouco sobre sua carreira, como você entrou para o universo das corridas?

Fábio – Um dia recebi um convite de um amigo para trabalhar na agência onde ele trabalhava e essa empresa realizava várias corridas de rua. Fui na entrevista e comecei a trabalhar na mesma semana! Fiquei encantado em poder trabalhar de bermuda e camiseta. A liberdade, a pressão de entregar um evento em poucos dias, acabou sendo uma adrenalina viciante. Eu aprendi muitas coisas sobre como lidar com a pressão e coordenar muitas pessoas em eventos.

IMELC – Quais foram as principais dificuldades que você encontrou para abrir o seu negócio na área?

Fábio – A maior dificuldade em abrir uma empresa de eventos é ter um capital de giro alto e conseguir patrocinadores para os eventos. No Brasil as grandes empresas não apoiam as pequenas porque ficam receosas de vincular a marca a uma empresa com um portfólio pequeno de eventos realizados.

IMELC – Você costuma praticar corrida?

Fábio – Sim, 3 vezes na semana.

IMELC – O que você percebe de benefícios que a corrida traz para a vida das pessoas?

Fábio – Hoje em dia a corrida se tornou uma terapia para os praticantes, e fora que ajuda a manter a forma com um custo baixo – você precisa apenas de um tênis.

IMELC – Você também sempre trabalhou com campeonatos esportivos. Conta um pouco sobre a sua experiência com esse lado do esporte e quais os aprendizados que você teve?

Fábio – Sim! Realizei alguns campeonatos de Jiu-Jitsu, tutebool, Basquete, Crossfit, e cada modalidade tem uma peculiaridade. Mas meu aprendizado maior foi ao ter um produtor que eu confiava ao meu lado. Parece brincadeira, mas quando você trabalha com pessoas melhores que você, o aprendizado é sempre melhor.

IMELC – Qual a experiência mais legal que você já teve, seja no trabalho ou nas corridas?

Fábio – Em um evento no Rio de Janeiro, eu estava coordenando uma corrida e fui abordado por um atleta. Logo de início achei que seria uma reclamação ou um pedido de alguma coisa. Respondi: “Bom dia! Posso ajudar?” [ficando irritado]. A pessoa respondeu que queria parabenizar a todos pela corrida. O Brasileiro não tem o costume de elogiar ou agradecer as pessoas que trabalham nos eventos, simplesmente por ter comprado a inscrição se acham no direito de desrespeitar quem está trabalhando.

IMELC – Quais os valores da corrida que você percebe como sendo imprescindíveis para a vida?

Fábio – Sem dúvida nenhuma a superação!

IMELC – Qual seu principal objetivo na área?

Fábio – Ter uma empresa reconhecida no mercado!