A dança no combate aos transtornos mentais

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Se antes dançar era apenas motivo de descontração em festas e baladas, hoje a prática significa adquirir saúde, equilíbrio e bem-estar emocional.
Dentre diversas modalidades, ela contribui na prevenção e tratamento das chamadas doenças do século.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, 300 milhões pessoas enfrentam a depressão no mundo.
Já o Brasil é recordista mundial em prevalência de transtornos de ansiedade: 9,3% da população sofre com o problema.
Ao todo, são 18,6 milhões de pessoas.
Para evitar que o estresse do dia a dia evolua para transtornos mentais mais graves, médicos e educadores físicos propõem uma abordagem mais leve e descontraída.
 
“As aulas de dança trabalham ritmo, marcação e estimulam as atividades cerebrais, ao mesmo tempo em que proporcionam o convívio social e entretêm todas as idades”, esclarece a professora de Zumba e FitDance, Camila Araújo, também instrutora do Programa Rua da Gente, promovido pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a Imelc – Instituto Movimento ao Esporte Lazer e Cultura, que disponibiliza aulas de dança gratuitas aos finais de semana.
 
De acordo com estudo da Universidade La Salle – realizado com mais de 265 mil pessoas de 20 países diferentes – independentemente de idade ou localização geográfica, a atividade física funciona como prevenção à depressão. “Este estudo especificamente se refere à prevenção, e não ao tratamento. Há bastante evidência na literatura de que, para pessoas que têm depressão, o exercício pode ajudar a aliviar sintomas. Mas o nosso estudo especificamente é um marco dizendo que quem não tem depressão hoje tem um risco menor de desenvolver depressão no futuro se fizer atividade física”, explica no artigo o professor da UniLaSalle Felipe Schuch.
 
“Enquanto o corpo acompanha a música, a mente libera substâncias como a endorfina e serotonina, que emitem sensação de felicidade, bem-estar e, consequentemente, reduzem dores crônicas e melhoram o condicionamento físico”, complementa Camila Araújo.
 
Como em qualquer atividade física, a produção de endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina, hormônios conhecidos como o “quarteto da felicidade”, produzem a sensação do prazer. Por isso, a mente necessita detectar uma situação favorável e ser desligada em seguida, como ocorre na dança que possui duração necessária para a liberação dos hormônios.
 
“Quando dizemos que quem dança é mais feliz, estamos falando de algo comprovado pela ciência. Faz bem para a nossa saúde física, mental e emocional”, finaliza a professora de dança.
 
Aulas gratuitas em São Paulo
Este fim de semana, a partir das 13h, o Programa Rua da Gente e a instrutora Camila levarão animação e muita dança aos parques das zonas Leste, Norte e Sul de São Paulo.
 
As atividades são gratuitas, incluindo aulas de Zumba, FitDance, street dance, dança de salão, além de sessões de meditação, oficinas e apresentações culturais ao ar livre.
Para saber sobre os próximos locais e horários das aulas no Rua da Gente, acesse: www.ruadagente.com.br
 
Sobre o Rua da Gente
O Programa Rua da Gente é um projeto em parceria de três secretarias: Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo (SEME), Secretaria de Cultura e Secretaria de Relações Sociais, cujo objetivo é estimular a ocupação de espaços públicos com atividades esportivas e culturais gratuitas aos sábados e domingos, nos quatro cantos da cidade.
Com investimento para fornecer equipamentos, profissionais e toda infraestrutura necessária, até 2020 serão realizadas 320 edições, em diversas ruas da cidade e com uma expectativa de 125 mil pessoas atendidas.

Fonte: Mais Santos

Ver notícia completa