A arte penetra tudo e até teatro já ganha força fora dos palcos

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Bônus: contém dicas!

Quantos posts já fizemos sobre dicas de arte e cultura durante a quarentena, posts de profs nossos que têm proposto atividades em casa, efeitos do isolamento, entre outros que nem sabemos mais. Assim como vários veículos de comunicação, o começo da quarentena veio com uma preocupação pra nós: “o que vai ser da arte sem o encontro, o mundo exterior, a presença humana?”. Meus amigos, por sorte estávamos bem errados. Sabe por quê? Porque a arte penetra tudo! E estamos aqui pra provar.

Walter Benjamin, teórico da imagem, escreveu uma vez em sua tese A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, o seguinte: “A esfera da autenticidade, como um todo, escapa à reprodutibilidade técnica, e não apenas à técnica”. Basicamente o que ele disse é que não dá pra ter autenticidade reproduzindo obras de arte em imagens, em vídeo (na época era só cinema), etc, porque isso acaba com a aura sagrada da obra de arte. A questão aqui não é discutir se ele está certo ou errado porque uma coisa é certa: qualquer experiência artística presencial é diferente da vista na internet. Agora, imagine como estaria Benjamin durante a quarentena, em que, bem ou mal, só temos a “reprodutibilidade técnica” para nos conectar à arte?

Pois é. Se algum dia fomos preciosistas com o encontro para dar valor à experiência artística – que, convenhamos, é bem mais gostosa e agregadora – nesse momento não temos nada além da tela para nos levar às pinceladas de Tarsila, aos movimentos de Trisha Brown, à emoção da música ao vivo. E é nesse ambiente de reações abruptas da arte querendo escapar às quatro paredes que iniciativas como o Covid Art Museum (@covidartmuseum) nascem.

 

 

 

O “museu” é o primeiro criado pós-corona e foi idealizado por  Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrero, comunicadores de Barcelona que têm feito o trabalho de curadoria das obras vindas da pandemia. E veja lá, no instagram – a rede da estética, do belo, do gráfico, do mundo estéril/perfeito. É nesse ambiente que a arte nascida da doença e da iminência da morte ganha o território da beleza. Ah, as voltas que a terra plana dá.

E esse momento de quarentena também têm incentivado a tomada de espaços pouco explorados antes por algumas áreas da arte. Como é o caso do teatro. O teatro ainda é uma das artes menos adaptadas ao que Benjamin chamava de “era da reprodutibilidade técnica”. A principal via do teatro ainda é o palco e o público, unidos em uma dinâmica única e que sobrevive de uma e da outra. Mas até essa arte têm se adaptado e ganhado plataformas como o Youtube. É o caso da websérie “Home Office”, de Marília Toledo e Emílio Boechat, que também fazem a peça (suspensa durante a Covid-19) Silvio Santos Vem Aí. A série está disponível a partir do dia 1 de abril no Youtube.

Esse terreno não é totalmente novo e já fez sucesso com obras como The Walking dead (spin off no Youtube), a brasileira Latitudes (com Alice Braga), 3% (sim, era websérie antes) e uma das melhores Edgar Allan Poe’s Murder Mystery Dinner Party.

E você, o que acha das webséries? 

Bianca Rinaldi é Dora, apresentadora do “Em Casa” da TV Tupinambá!Estréia sexta feira! Clique no link da bio e se inscreva no canal!

Posted by Home Office – A Série on Wednesday, April 29, 2020